quinta-feira, junho 05, 2008

Hoje, não importa o que eu fiz ontem. Só importa o que eu faço agora e o que eu vou fazer amanhã.


Isso é pra quem me critica por atitudes que eu tomei.

quarta-feira, agosto 15, 2007

Sonho ou Realidade?

Abro os olhos de manhã cedo e percebo que alguns raios do sol, que havia acabado de nascer, passam pela minha janela e aí eu vejo que apesar do movimento do acordar do sol parecer igual todos os dias, na verdade ele está sempre mudando. A beleza dos seus raios dourados e quentes passando pela minha janela às vezes podem ser gélidos e sombrios.
Ao sair de casa, vou andando sem rumo e apenas observando as coisas que acontecem a minha volta. Sigo na direção da praia e vejo que há alguns carros seguindo na mesma direção que eu, um deles me oferece uma carona, mas eu gentilmente recuso. Quero mesmo é andar, andar, andar. Ainda falta um pouco para chegar à praia, mas mesmo assim, tiro os sapatos e posso sentir o asfalto quente em contato com meus pés e dói, mas a dor é boa faz eu me sentir mais vivo. O sol vai queimando as minhas costas, eu sinto aquela ardência e o calor aumenta juntamente com a minha sede.
Chego à praia, enfim. Coloco meus pés na areia, sinto aquela maciez e uma paz. Há algumas pessoas ali, mulheres se bronzeando, homens conversando e crianças fazendo castelinhos de areia. Vou andando e percebo que há até pessoas com medo de entrar no mar enquanto outras se divertem pegando algumas ondas.
Vou mais pra perto do mar, uma onda vem e refresca os meus pés antes queimados pelo calor do asfalto. Alívio é o que eu sinto, a dor pára e eu continuo a caminhar. As pessoas vão ficando para trás e eu vou me afastando em direção ao farol, a areia vai ficando mais fofa e eu me aproximo de um bar. Tenho sede e peço um copo de água.
- Um real, diz o garçom.
Que absurdo! Por que as pessoas têm que ser tão dependentes do dinheiro? Ora, é só um copo de água! Fiquei indignado, é verdade, mas não me recusei a pagar.
O garçom me trouxe a água e eu senti que naquele líquido transparente teria um poder enorme sobre mim. Tomei o primeiro gole e pouco a pouco o líquido gelado ia passando pela minha garganta, refrescando tudo e a cada gole, uma sensação diferente.
Continuei na minha caminhada até chegar a um lugar onde não havia mais ninguém, só os pássaros e o barulho do mar. Já estava bem perto do farol e resolvi parar. Meus joelhos estavam fracos devido à longa caminhada, me sentei. Foi quando pude sentir o meu corpo todo relaxado e meu pensamento começou a ir longe, tentando dar um sentido à vida.
Fiquei observando o mar prestando atenção em suas formosas curvas e em como ele vai mudando a cada segundo, mas ainda assim sem perder a sua graça. E lá, bem longe, quase onde os olhos não podem alcançar, pude ver alguns barcos.
Não sei por quanto tempo fiquei ali parado observando a linha do horizonte, só sei que o que estava por trás dela me despertava certa curiosidade e me distraía.
O vento foi ficando mais frio, o sol já não raiava como antes, começava a se pôr e toda aquela magia me proporciona uma enorme alegria.
Já estava ficando tarde e eu precisava voltar, ainda tinha um longo cominho pela frente. Enquanto eu voltava para casa, o meu frio ia aumentando e eu ia me lamentando por deixar um lugar tão maravilhoso.
Na minha caminhada de volta, fui vendo o quanto as coisas mudaram naquela tarde. O sol já não estava exposto, não havia mais ninguém na praia, os bares já estavam fechando e o asfalto não queimava mais.
Quando eu estava chegando perto de casa, presenciei uma cena que desejaria não ter presenciado. Dois jovens assaltaram uma loja aqui perto, fiquei com medo. O suor frio escorria pelo meu rosto e eu só desejava que aquilo acabasse, me escondi. Os jovens saíram correndo e o assalto acabou sendo bem sucedido.
Chegando em casa pude finalmente me esquentar e ao me deitar no conforto dos meus cobertores, comecei a me lembrar da injusta cena que acabara de presenciar e então eu pude finalmente perceber que estava de volta à realidade.

terça-feira, agosto 14, 2007

Parece que eu abandonei um pouquinho o blog né? Mas sabe aquela coisinha que chamam de preguiça? Pois é, ela me dominou de verdade.
Passei muito tempo sem escrever nada, fazendo apenas alguns rabiscos em umas folhas soltas de papel, escrevendo coisas que talvez não valha a pena nem botar aqui.
Mas uma coisa é certa, a cada dia que passa eu vou me cansando dessa minha vidinha que a cada minuto aparenta ser mais medíocre.
Na boa, eu estou me cansando dessas pessoas estúpidas que ficam falando pelos cotovelos coisas que nem sequer sabem se é verdade ou não. Estou me cansando dessas pessoas falsas e que não têm absolutamente nada para fazer e acabam se metendo onde não são chamadas.
Deixa eu viver a minha vida do jeito que eu achar melhor, caramba! Parem de se meter tanto na minha vida e vão cuidar da vidinha de vocês.
Sabe, cansei daquelas pessoas que passam por você, te dão um sorrizinho forçado, falam com você, te elogiam e então pelas costas te atacam como se eles fossem leões e você aquele delicioso pedaço de carne. E elas ficam seguindo os seus passos e tentando saber exatamente qual será o seu próximo ataque e então fofocam umas para as outras como se você fosse domínio público.
Okay, okay. Eu sei que são muitas comparações, mas nenhuma delas se compara a essas verdadeiras ervas venenosas que estão só esperando o momento certo de te infectar com o seu veneno.
Eu estou triste, de verdade. Mas é o que dizem né? Eu sei exatamente o que eu sou e o que eu não sou, foda-se quem acha que eu sou isso ou aquilo, esquece porque só eu realmente sei sobre o meu verdadeiro eu.
E muito obrigada aos meus verdadeiros amigos.

quarta-feira, junho 06, 2007

Lembranças com um pouco de menta

Eu entrei na sala de número oito e logo vi que não era ali, ao tocar as paredes pude sentir a textura diferente, o cheiro não era o mesmo, saí da sala, então.
Fiquei desapontada, mas ao passar pela porta de número nove, senti alguma coisa me puxando naquela direção. Entrei na sala com o coração acelerado, talvez sabendo o que iria lembrar. Pude sentir naquela sala um perfume que me lembrava muito aquele dia, o toque aveludado das paredes continuava o mesmo e aquelas poltronas confortáveis me deixava extremamente à vontade, como se eu fosse até lá todos os dias.
Me sentei em uma poltrona e comecei a me lembrar das coisas que aconteceram naquela sala, tudo começou a passar na minha cabeça como um filme. Uma sensação de alívio tomou conta de mim e mais do que nunca pude sentir coisa que eu pensava ter esquecido, o toque em minhas mãos e o sabor em minha boca voltaram e eu tive a sensação de que a pessoa que estava ao meu lado no dia, estava comigo naquele momento.
Estava tudo tão perfeito que era como se eu tivesse entrado em uma máquina do tempo e estava finalmente revivendo tudo aquilo de novo.
O gosto de menta ia ficando mais forte na minha boca, enquanto o projetor era ligado, as luzes iam se apagando e o filme ia começando, entretendo a todas as pessoas que ali estavam presentes.
Durante o filme, coisas iam passando na minha mente e eu acabei, como sempre, abandonada nos meus profundos sentimentos.

quarta-feira, maio 16, 2007

Tempestade (?)

Às vezes a gente acha que tudo está indo bem e que está tudo perfeito. Que tudo o que acontece é maravilhoso e te deixam felize o melhor de tudo, as pessoas te deixam feliz!

Então quando você menos espera vem uma tempestade de coisas ruins e arranca tudo aquilo de bom de você, destrói tudo e no fim da tempestade, quando está tudo acabado, sobram só destroços e quando você vê, se dá conta que tem que reconstruir tudo de novo.

São coisas que acontecem na nossa vida que são inevitáveise a gente tem que aprender a reconstruir tudo aquilo que a tempestade destruiu a partir dos destroços. Não é fácil, temos que ser persistentes e não são só patos e palavras bonitas que podem nos ajudar, o que vai fazer tudo ficar bem é a força de vontade e a batalha que vamos ter que enfrentar.

E então o céu fica bonito de novo, as nuvens negras se afastam e o sol volta a brilhar com toda intensidade, mais ali ao fundo, quase inperceptível, um belo arco-íris se forma e aí eu saio em busca do meu potinho de ouro.


domingo, maio 13, 2007

Mais um domingo.

Ah, domingos!
Um dia fantástico, não acham? Aquele dia feito para descansar, relaxar e ter aquele momento de reflexão com o que estamos fazendo com a nossa vida.
E hoje é um domingo especial, dia das mães! Parabéns a todas as mães, que são extremamente pacientes e que suportaram a dor do parto, os enjôos, e carregar pequenas criaturas em suas barrigas por nove meses.
Fantástico dia, hoje.
Fiz lasanha pra minha mãe e dei um beijão nela (:
Aí foi cada uma pra um canto, ela ficou aqui no computador e eu fui pro meu quarto. Dormi mais um pouco, tentei fazer o meu trabalho de português (o que foi irrelevante) e vim pra cá.
Eu ando realmente muito sensível, hoje ao sair para dar uma volta (é eu saí para dar uma volta) eu comecei a chorar ao ver um lagartinho morto no meio da rua.
Foi bem triste e ainda há outras coisas que talvez sejam até um pouquinho graves que estão me fazendo chorar mais.
Talvez seja o fato de eu saber (e ter conciência) de que só faltam mais três meses e isso está sendo bem difícil de aceitar.
Apesar de eu não demonstrar muito essa minha fraqueza, está sendo complicado agora nesse momento ruim (é, é a TPM. Quer que eu faça o quê?).
Estou sentindo muita falta do meu surf e espero que semana que vem eu possa ir (:
Vou terminar o meu trabalho de português agora e tomei cuidado com vídeos e filmes de bodybording, eles geralmente contém cenas meio constrangedoras se você assistir ao lado dos seus pais.
Boa noite.

sábado, maio 12, 2007

Saídas? Não mesmo.
Uma vida caseira, é assim que está sendo. Vivendo apenas dentro da minha aconchegante casinha e ao mesmo tempo desejando estar em outro lugar com qualquer outra pessoa.
Sábado passado? Eu parecia uma criança que nunca tinha visto o mar na vida. Saí correndo em direção às ondas com a prancha e o pé-de-pato na mão, nem ligando se estava sozinha.
Vendo todas aquelas pessoas com o sorriso no rosto e vendo que todas estavam realmente curtindo toda aquela paz, aquilo me fortaleceu de tal forma que eu comecei a sentir que podia tudo.
Logo encontrei com uns amigos e deixei de ser uma surfistinha solitária e passei a ser parte de um grupo. Bom, não exatamente um grupo, só encontrei um grupo de amigos mas acabei me juntando a outro surfista solitário o qual me fez uma companhia extremamente agradável.
Ficamos lá, pegando umas ondas e conversando atrás da arrebentação enquanto esperávamos uma nova série de ondas muito bem formadas e perfeitas para a prática do surf.
Após duas horas dentro da água e pegando muita onda, saímos e fomos a um desses barzinhos da litorânea, então chega mais um surfista solitário e formamos um grupo de três surfistas.
Ficamos lá tomando suco e conversando e o barzinho começava a encher de surfistas que já estavam saindo da água.
Conheci muita gente nova e isso foi muito bom, precisava me desprender um pouco dessas pessoinhas que eu vejo todos os dias e daquelas que se eu não vejo todos os dias, mas que eu pelo menos falo.
Como foi divertido esse dia! Na segunda-feira tava todo mundo da escola dizendo "e aí, bodyboarder?" recebi muitos elogios pelos meus 'drops' e 'paredes'. Me senti intimidada pelo gurizinho que consegue dar um '360º' com extrema perfeição e um 'el rollo' também, mas um dia eu consigo. Consegui um '180º' que mesmo que não exista como manobra, é um começo para o '360º'.
Agora já está meio tarde e o show do Chiclete com Banana está bem animado. É, estou ouvindo daqui de casa e apesar de eu ter dito que não queria ir, agora deu uma vontade... Mas a vontade passa quando eu olho pela janela e percebo a chuva entrando pela veneziana.
Coitadas daquelas pessoas, vão voltar com lama até os joelhos.
Acho que não tenho mais muito o que falar, apenas ficar aqui na internet e talvez vendo algumas coisas sugeridas por Vitor. ;x (e por acaso amanhã ele está fazendo dezesseis aninhos)
hahaha.