quarta-feira, agosto 15, 2007

Sonho ou Realidade?

Abro os olhos de manhã cedo e percebo que alguns raios do sol, que havia acabado de nascer, passam pela minha janela e aí eu vejo que apesar do movimento do acordar do sol parecer igual todos os dias, na verdade ele está sempre mudando. A beleza dos seus raios dourados e quentes passando pela minha janela às vezes podem ser gélidos e sombrios.
Ao sair de casa, vou andando sem rumo e apenas observando as coisas que acontecem a minha volta. Sigo na direção da praia e vejo que há alguns carros seguindo na mesma direção que eu, um deles me oferece uma carona, mas eu gentilmente recuso. Quero mesmo é andar, andar, andar. Ainda falta um pouco para chegar à praia, mas mesmo assim, tiro os sapatos e posso sentir o asfalto quente em contato com meus pés e dói, mas a dor é boa faz eu me sentir mais vivo. O sol vai queimando as minhas costas, eu sinto aquela ardência e o calor aumenta juntamente com a minha sede.
Chego à praia, enfim. Coloco meus pés na areia, sinto aquela maciez e uma paz. Há algumas pessoas ali, mulheres se bronzeando, homens conversando e crianças fazendo castelinhos de areia. Vou andando e percebo que há até pessoas com medo de entrar no mar enquanto outras se divertem pegando algumas ondas.
Vou mais pra perto do mar, uma onda vem e refresca os meus pés antes queimados pelo calor do asfalto. Alívio é o que eu sinto, a dor pára e eu continuo a caminhar. As pessoas vão ficando para trás e eu vou me afastando em direção ao farol, a areia vai ficando mais fofa e eu me aproximo de um bar. Tenho sede e peço um copo de água.
- Um real, diz o garçom.
Que absurdo! Por que as pessoas têm que ser tão dependentes do dinheiro? Ora, é só um copo de água! Fiquei indignado, é verdade, mas não me recusei a pagar.
O garçom me trouxe a água e eu senti que naquele líquido transparente teria um poder enorme sobre mim. Tomei o primeiro gole e pouco a pouco o líquido gelado ia passando pela minha garganta, refrescando tudo e a cada gole, uma sensação diferente.
Continuei na minha caminhada até chegar a um lugar onde não havia mais ninguém, só os pássaros e o barulho do mar. Já estava bem perto do farol e resolvi parar. Meus joelhos estavam fracos devido à longa caminhada, me sentei. Foi quando pude sentir o meu corpo todo relaxado e meu pensamento começou a ir longe, tentando dar um sentido à vida.
Fiquei observando o mar prestando atenção em suas formosas curvas e em como ele vai mudando a cada segundo, mas ainda assim sem perder a sua graça. E lá, bem longe, quase onde os olhos não podem alcançar, pude ver alguns barcos.
Não sei por quanto tempo fiquei ali parado observando a linha do horizonte, só sei que o que estava por trás dela me despertava certa curiosidade e me distraía.
O vento foi ficando mais frio, o sol já não raiava como antes, começava a se pôr e toda aquela magia me proporciona uma enorme alegria.
Já estava ficando tarde e eu precisava voltar, ainda tinha um longo cominho pela frente. Enquanto eu voltava para casa, o meu frio ia aumentando e eu ia me lamentando por deixar um lugar tão maravilhoso.
Na minha caminhada de volta, fui vendo o quanto as coisas mudaram naquela tarde. O sol já não estava exposto, não havia mais ninguém na praia, os bares já estavam fechando e o asfalto não queimava mais.
Quando eu estava chegando perto de casa, presenciei uma cena que desejaria não ter presenciado. Dois jovens assaltaram uma loja aqui perto, fiquei com medo. O suor frio escorria pelo meu rosto e eu só desejava que aquilo acabasse, me escondi. Os jovens saíram correndo e o assalto acabou sendo bem sucedido.
Chegando em casa pude finalmente me esquentar e ao me deitar no conforto dos meus cobertores, comecei a me lembrar da injusta cena que acabara de presenciar e então eu pude finalmente perceber que estava de volta à realidade.

terça-feira, agosto 14, 2007

Parece que eu abandonei um pouquinho o blog né? Mas sabe aquela coisinha que chamam de preguiça? Pois é, ela me dominou de verdade.
Passei muito tempo sem escrever nada, fazendo apenas alguns rabiscos em umas folhas soltas de papel, escrevendo coisas que talvez não valha a pena nem botar aqui.
Mas uma coisa é certa, a cada dia que passa eu vou me cansando dessa minha vidinha que a cada minuto aparenta ser mais medíocre.
Na boa, eu estou me cansando dessas pessoas estúpidas que ficam falando pelos cotovelos coisas que nem sequer sabem se é verdade ou não. Estou me cansando dessas pessoas falsas e que não têm absolutamente nada para fazer e acabam se metendo onde não são chamadas.
Deixa eu viver a minha vida do jeito que eu achar melhor, caramba! Parem de se meter tanto na minha vida e vão cuidar da vidinha de vocês.
Sabe, cansei daquelas pessoas que passam por você, te dão um sorrizinho forçado, falam com você, te elogiam e então pelas costas te atacam como se eles fossem leões e você aquele delicioso pedaço de carne. E elas ficam seguindo os seus passos e tentando saber exatamente qual será o seu próximo ataque e então fofocam umas para as outras como se você fosse domínio público.
Okay, okay. Eu sei que são muitas comparações, mas nenhuma delas se compara a essas verdadeiras ervas venenosas que estão só esperando o momento certo de te infectar com o seu veneno.
Eu estou triste, de verdade. Mas é o que dizem né? Eu sei exatamente o que eu sou e o que eu não sou, foda-se quem acha que eu sou isso ou aquilo, esquece porque só eu realmente sei sobre o meu verdadeiro eu.
E muito obrigada aos meus verdadeiros amigos.